Quanto custa esse pôr de sol?
A ONG Ação Livre, preocupada com a crescente e agressiva expansão imobiliária que atinge a cidade de Gravatá, vem por meio deste, tentar levantar um debate com as autoridades competentes, os órgãos de defesa do meio ambiente e com a sociedade, sobre a necessidade de preservar nossas riquezas naturais que são a principal razão de Gravatá ser essa cidade tão agradável que é. São essas riquezas que ‘fabricam’ nosso tão celebrado clima.
Sendo assim, não podemos deixar de chamar a atenção, em caráter de urgência, sobre a situação delicada em que se encontra hoje o chamado Monte Estrela (ou Montanha), localizado por trás do Condomínio Bosque da Colina, no começo da estrada para Mandacaru.
A Montanha vista do Cruzeiro
Trata-se de um lugar privilegiado, no coração da cidade, com várias pedras que fornecem vistas únicas da cidade de Gravatá e de toda sua exuberância natural, além de um pôr de sol fantástico e que permaneceu praticamente intocável até uns dois meses atrás, quando uma estrada foi aberta até o seu cume, destruindo uma grande quantidade de vegetação nativa (muito rica em orquídeas, diversos tipos de pampolas, maçaranduba, jurema preta, etc.) atingindo também a fauna da região, a ponto de ter sido encontrada uma raposa morta. Raposa no centro de Gravatá??? Pois é. Existe! E não só raposa como Carcarás, furões, várias espécies de aves e serpentes são vistos freqüentemente por lá.
Ou seja, um verdadeiro tesouro, que pode ser usado pela população da cidade para que Gravatá exerça de fato sua vocação Natural para o ecoturismo, pois apresenta trilhas de vários níveis de dificuldade em mato fechado, escaladas em paredões de rocha, rapel, além de mirantes incríveis, um potencial turístico enorme que precisa ser preservado e protegido.
Com este intuito, Estamos lutando para que toda a Montanha, suas encostas e seu cume seja área de proteção ambiental. Para tanto, levantamos alguns tópicos imediatos para serem tratados na reunião do CONDEMA (Conselho de defesa do Meio -Ambiente) que será realizada em outubro, na Secretaria do Meio Ambiente do município:
1) Em levantamento preliminar, feito junto com o Sr. Aguinaldo (fiscal da Secretaria de Obras), constatou-se que pelo menos as encostas norte e sul do monte são área verde. Não identificamos nenhuma planta referente ao cume e nenhum projeto de condomínio existe na secretaria de obras até o momento para ocupação do cume;
2) Existe uma marcação de lote na encosta leste do monte, acima do condomínio Bosque da colina, que seria para o Bosque da Colina 2 , porém não foi encontrada nenhuma planta referente a esse projeto. Portanto, vamos buscar impedir a construção/expansão desse condomínio;
3) Verificar a legalidade de uma cerca em construção ao lado do condomínio Bosque da Colina;
4) Preservar a área de qualquer construção futura;
5) O fechamento imediato da estrada, para que o acesso ao cume seja feito por trilha.
Por,
Idelfonso Júnior
“NUNCA SE VENCE UMA GUERRA LUTANDO SOZINHO...” Raul Seixas


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